Seu primeiro romance publicado perto do coração selvagem , foi notavelmente um impacto ,
pois sua narrativa original e inovadora , atraiu a atenção da crítica , e sua inteligência ,técnica
unidas à sensiblidade resultou na premiação da Fundação Graça Aranha .
Viveu muitos anos fora do Brasil por acompanhar seu marido que era diplomata , porém os
seus romances , contos e até cartas enviadas aos amigos , que mais tarde se tornariam obras
publicadas , continuaram , em 1959 separa se e volta ao Brasil , passa por momentos difíceis e
sofre um terrível acidente, um incêndio em sua casa quase a faz perder a mão direita quer por
pouco não foi amputada , e apesar das cicatrizes profundas , consegue superar e continuou a
expressar suas sensações em palavras escritas .
Em umas de suas últimas obras um sopro de vida (pulsações) , pouco antes de falecer de
câncer , ela marca com outro tipo de emoção e sensação , a angústia de estar próxima
de sua morte , mas consciente :
Se me perguntarem se existe vida além da morte... respondo num hesitante esquema:
existe mas não é dado saber de que forma essa alma viverá... Vida, vida recoberta em
um véu de melancolia.
Morte: farol que me guia em rumo certo. Sinto-me magnífico e solitário entre a vida
e a morte".
Porém prefiro terminar esse texto com as doces palavras do poeta Carlos Drumont de Andrade
O que Clarice disse, o que Clarice viveu por nós em forma de história em forma de sonho de história em forma de sonho de sonho de história (no meio havia uma barata ou um anjo?) não sabemos repetir nem inventar. São coisas, são jóias particulares de Clarice que usamos de empréstimo, ela dona de tudo.
Escrito por rpitaguari às 22h15
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